Era uma vez um sonho...

Kina Maua N’Pango, Ser em quem o feminino se traduz na arte, agora entre Alemanha e Suíça e o mundo, nasce nas mais belas paisagens do Kimbele província do Uíge e parte em busca da sua essência depois de uma infância e adolescência em Portugal.

A incessante curiosidade e a vontade de experimentação orientam  a sua procura por um espaço de inspiração, longe da confusão urbana e do ruído do supérfluo e perto da possibilidade de matar as saudades do país que a viu tornar-se mulher. É o Universo que a conduz ao Alentejo,  é ele que a faz chegar a Vila Viçosa.

E foi neste refúgio de tranquilidade, no meio da luz e da pureza das casas vestidas de pedra calcária e de um povo de paciente gentileza que desde logo que Kina Maua encontrou mais do que procurava: encontrou a CASA. Era este o povo que ansiosamente já burilava uma oportunidade de ressuscitar Florbela Espanca, entre os Amigos de Florbela e a resiliência de Tiago Salgueiro e outros destemidos que lutavam, muitas vezes sem recursos, para o Sonho acontecer. Foi esta a gente que se iluminou de esperança e de vontade para ajudar a fazer do Sonho realidade.

O imóvel marcado pela passagem do tempo era bem mais que um possível atelier. Era uma casa com alma, ou uma alma com casa, com um rosto e uma voz, com uma história de palavras e emoções para contar.

Era só e era tanto, a casa da poetisa Florbela Espanca! Era um achado que despertou em Kina Maua memórias antigas, vivências de adolescente, referências que ficaram de uma certa ideia de feminismo, do encanto da literatura feita por mulheres. De imediato, a realidade  adapta-se à descoberta e projecta-se para o futuro: já não se trata apenas de encontrar um espaço de criação; trata-se da necessidade íntima urgente de não deixar cair no esquecimento e devolver o brilho a um marco cultural único: a casa onde viveu Florbela Espanca, onde permanecem as suas memórias e onde tanto ainda pode ser dado a descobrir.

E é com esta ideia de perpetuar Florbela Espanca, reavivando a sua memória e recordando a sua importância para a literatura portuguesa e para a história do feminismo, que nasce um sonho no feminino, nasce CASA FLORBELA ESPANCA.

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